Professores municipais fazem passeata de protesto no centro. Não aceitam pagamento fracionado do salário

(Do NP Diário – Valcir Machado)

 

     Dezenas de professores da rede municipal de ensino de Santo Antônio da Platina promoveram manifestação de protesto no final da tarde desta quinta-feira, dia 29,no centro da cidade.

A classe reivindica o que denuncia como pagamento somente após o quinto dia útil e o fracionamento salarial de parte dos profissionais.

Em Nota de Esclarecimento, entregue ao npdiario pela presidente da Associação do Professor Platinense(APPLAT), Pedrina Teodoro Rodrigues de Oliveira(foto), está registrado:”(…)protesto ao pagamento, após o quinto dia útil e pelo seu fracionamento.(…)O problema vem ocorrendo desde junho e, em setembro já deveria ser solucionado, mas infelizmente isso não aconteceu.Entendemos as dificuldades das prefeituras(…)porém, ser funcionário de uma mesma empresa,ter pagamento em dias diferentes, ou ainda, pertencer à mesma categoria e receber pagamento fracionado, é insuportável.Essa medida gera transtorno no comércio,conflito entre profissionais,sem falar no sentimento de diferença e discriminação.E é por esse motivo que estamos fazendo essa manifestação”.

De acordo com Pedrina,dos aproximadamente 500 funcionários,cerca de apenas 150 já receberam.

Laura Rosendo, secretária municipal de Educação, lembrou os avanços que a classe ganhou desde o início da atual gestão, “a Maria Ana sempre esteve ao lado do professor,isso precisa ser reconhecido;tudo que foi pedido, ela acatou”, declarou.Ela assinalou que, a partir do ano que vem, a questão estará resolvida porque haverá elevação nos repasses do Fundeb.

A prefeita, consultada pela reportagem, explicou que o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) atende toda a educação básica, da creche ao ensino médio. Substituto do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que vigorou de 1997 a 2006, o Fundeb está em vigor desde janeiro de 2007 e se estenderá até 2020.

A destinação dos investimentos é feita de acordo com o número de alunos da educação básica, com base em dados do censo escolar do ano anterior.De 2011 a 2012, houve o acréscimo de 500 estudantes na rede municipal, sublinhou a chefe do executivo e os repasses continuaram os mesmos, por isso a dificuldade.

Ela tem números diferentes de Pedrina e disse que, dos 374 funcionários,212 já receberam nesta quinta-feira, dia 29, referente ao mês de novembro, “temos até o quinto dia útil do mês seguinte; pagamos esses hoje e, assim que os repasses forem chegando, vamos quitando os salários dos outros 162,e o escalonamento é sempre de quem ganha menos primeiro”,detalhou.

Tudo se complicou, segundo a avaliação dela, com a implementação do Plano de Carreira do Magistério, que encareceu a folha de pagamentos.

O chefe de gabinete, Joel Rauber,informou que o município é obrigado,legalmente, a investir pelo menos 60% do Fundeb no segmento, porém tem dispendido 100% e mesmo assim não tem sido suficiente.São em torno de 15 repasses do Fundeb por mês.

Também destacou que há professoras municipais atualmente “ganhando quase seis mil reais por mês”.

A prefeita, sem esconder a decepção, anunciou que enviará projeto de lei para a câmara de vereadores propondo uma revisão do Plano de Carreira do Magistério para que se adeque aos limites dos repasses.Assim, acabariam os problemas pontuais que vêm ocorrendo, de acordo com o que previu.

Durante a passeata, mesmo sem saber detalhes e os motivos da crise,as pessoas espontaneamente manifestavam simpatia pela iniciativa dos professores, numa demonstração de que a categoria tem a simpatia da população em qualquer circunstância.

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