VAI FALTAR GÁS?

De: JURANDIR DE LIMA, CURITIBA
ju.dir2008@gmail.com
As federações industriais do Paraná (Fiep), Santa Catarina (Fiesc) e Rio Grande do Sul (Fiergs) assinaram nesta segunda-feira (23), em Curitiba (PR), um manifesto conjunto requisitando ao Governo Federal mais investimentos na logística de distribuição de gás na região
Sul. Em reunião de emergência com a presença dos presidentes das três federações, além de empresários, especialistas em energia e do presidente da Companhia Paranaense de Gás (Compagás), foram definidas ações urgentes para garantir a ampliação do abastecimento de gás natural no Sul do país, região que vem sendo preterida nas políticas de investimento federal na área de distribuição.

“Essa situação não só inviabiliza o aumento no volume de abastecimento do combustível nos três estados como dificulta a atração e instalação na região de novas empresas que dependem do
gás natural em seus processos”, afirmou o presidente da Fiep, Edson Campagnolo. “Estamos correndo o risco de perder competitividade”, completou.

Segundo dados do Fórum Industrial Sul, a região consome 4.803,6 mil m³ de gás natural por dia, sendo o setor industrial responsável por 72% deste consumo. E a tendência é crescer. Porém,
extraoficialmente, a Petrobras já informou que não fará novos investimentos em gasodutos no país, inviabilizando qualquer aumento de demanda.

“O Paraná ainda tem capacidade para ampliar em 450 mil m³ o abastecimento de gás, porém este adicional não dará conta do aumento da demanda”, alertou o presidente da Compagas, Luciano Pizzatto.

Para Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a situação é ainda pior, pois a rede de gasodutos funciona no formato de “telescópio”, isto é, os gasodutos ficam mais finos à medida em que avançam, reduzindo os volumes transportados.

“Estamos praticamente travados pela falta de gás natural”, resumiu o presidente da Fiergs, Heitor José Müller. Para Glauco José Côrte, da Fiesc, a formação de um minibloco, reunindo as
federações do Sul, é uma estratégia fundamental para enfrentar a questão. “Nossas convergências serão sempre muito maiores do que nossas divergências”, garantiu.

AÇÕES

Além do manifesto, as três federações criaram um grupo de trabalho para estudar outras medidas a serem adotadas. As federações também irão envolver os governadores de seus estados e suas bancadas federais.

Algumas alternativas foram definidas durante o encontro em Curitiba, como a construção de um terminal de GNL em algum porto da região sul; o aumento na pressão do gasoduto Brasil Bolívia (Gasbol), que ampliaria em 3 milhões de m³ diários a oferta do insumo na região (50% a mais do que é ofertado hoje), e a exploração e operação de novas reservas no litoral da região.

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