O VELHO GUERREIRO… faz falta!

De: JURANDIR LIMA (Curitiba)

Nosso povo ficou triste, Abelardo Barbosa. Não triste de não rir. Triste de perdido, depois que você se foi balançando a pança. Você confundia no sentido da alegria. Faz tempo que nos confundem com o que
de pior existe: a desonestidade moral. Jogam tudo num grande liquidificador e socam tudo goela abaixo, parece que testando o dia em que tudo vai estoporar, se é que existe esse termo. Você arrebentava
porque é um dos maiores comunicadores da história do rádio e da televisão.

Eles vão nos arrebentar como mulas ignorantes, doentes, acorrentadas e carregando o peso de fazer a grande usina funcionar. Os senhores, os nhonhôs da Casa Grande nos dão de presente as
bugigangas tecnológicas e alguém falando ao celular, aos berros, no meio da rua, se sente inserida no contexto global, como diria alguém da turma do Pasca, onde um dia você também foi entrevistado.

Ah, sim, a onda agora aqui é facilitar a aquisição do automóvel, em duzentos meses, juros baixos, para que a ninguenzada entre no engarrafamento geral, mas sinta orgasmo ao lavar o possante no final
de semana, depois de camelar seis meses para pagar impostos para a máquina de triturar. Não vamos falar de música. Ou vamos?
Inventa-se modas, ciclos, cantores, cantoras, todos que você entregaria o abacaxi depois da buzinada, mas que agora enriquecem enquanto duram, ou seja, uma temporada, duas no máximo. Eu sempre
preferi as macacas de auditório do seu tempo e até um pouco antes.
Jamais esquecerei Orlando Dias, lencinho na mão, dando adeus e dizendo, no seu palco: “Obrigado, minhas fãs”.

Hoje, um Luan desses aí fica pulando feito macaco no palco e, no fundo, grita “caixinha, obrigado”. As chacretes estão em documentário, mas maravilhosamente gostosas no nosso imaginário. Roda e avisa ao povo aí de cima que aqui na terra ainda estão jogando futebol, mas outra paixão também se transformou numa papagaiada só, porque a televisão transmite jogos 24 horas por dia – e isso porque ainda
não descobriram como fazer para mostar um campeonato de botão.

É meu Guerreiro, você faz muita falta. E se estivesse aqui entre nós, iria explicar, porque confundiram tudo – e no pior sentido.

Arquivado em Diversas

  1. 2 Comentários neste post.


  2. Por Curitiba em 30-06-2011

    O Chacrinha (velho guerreiro), Faleceu no dia 30 de junho de 1988 às 23h30 de infarto do miocárdio.

  3. Por MARIZA LIZ LEMOS em 30-06-2011

    É SAUDADE SÓ SENTE DO QUE FOI BOM. E SE FOI BOM, QUE BOM QUE FOI!
    AGORA… HA TANTA VIDA LÁ FORA…A VIDA VEM EM ONDAS COMO UM MAR..NUM INDO E VINDO INFINITO…”DIZIA O LULU SANTOS”.
    SAUDOSISMO AS VEZES DA A IDÉIA DE NÃO SER FELIZ NO PRESENTE…E NÃO SER FELIZ AGORA É MUITO PERIGOSO, POIS O AMANHÃ PODE NÃO ACONTECER!
    OLHE A VOLTA COM MAIS ALEGRIA E OTIMISMO. EM TODAS AS ÉPOCAS EXISTEM COISAS BOAS E RUINS…DEPENDE DO PONTO DE VISTA DE CADA UM.
    ABRAÇO AMIGO!!

Deixe um Comentário!

Por favor, digite os caracteres desta imagem na caixa de entrada

Digite os caracteres da imagem no campo acima

© 2017 - Blog do Cesar de Mello.