Suspensa decisão que exigia retirada de matéria publicada em blog

Publicado a 18 de agosto de 2014

(doblogdocampana)

 

Luiz-Fux-gravata-vermelha

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu decisão liminar da 23ª Vara Cível da Comarca do Estado do Rio de Janeiro (RJ) que determinou a retirada de notícia veiculada no blog Radar on-line, do jornalista Lauro Jardim, hospedado no portal da Revista Veja. A decisão foi tomada na análise do pedido de medida cautelar na Reclamação (RCL) 18290.

Ao analisar a ação de reparação de danos ajuizada pelo advogado João Tancredo, a justiça carioca determinou a retirada, no prazo de 24 horas, da notícia intitulada “A batalha da indenização” e de qualquer outra notícia ofensiva ao autor da ação, sob pena de multa diária de R$ 500. A 23ª Vara decidiu, ainda, que Jardim e a Abril Comunicações ficavam impedidos “de autorizar ou promover quaisquer outras inclusões de igual teor”, também sob pena de multa, neste caso no valor de R$ 5 mil.

 

Na Reclamação ajuizada no STF, o jornalista e a Abril sustentam que não tiveram a oportunidade de “demonstrar a licitude da reportagem, seja em razão da veracidade dos fatos de incontestável interesse público divulgados, seja pela legitimidade da crítica contida na matéria publicada”. Segundo os reclamantes, a decisão é “flagrante ato censório” e contraria o entendimento firmado pelo STF no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 130.

Com esse argumento, pediam a imediata suspensão da decisão da primeira instância e, no mérito, a procedência da Reclamação para cassar a decisão.

APDF 130

O relator da reclamação, ministro Luiz Fux, afirmou em sua decisão liminar que, no julgamento da ADPF 130, o STF “declarou não recepcionada pela Constituição de 1988 a totalidade dos dispositivos da Lei nº 5.250/1967”, a Lei de Imprensa. Na ocasião, assentou-se que “a crítica jornalística, pela sua relação de inerência com o interesse público, não é aprioristicamente suscetível de censura, mesmo que legislativa ou judicialmente intentada”.

Assim, o ministro determinou a suspensão da decisão da 23ª Vara Cível da Comarca do Estado do Rio de Janeiro até o julgamento de mérito da reclamação.

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PINHALÃO: Projeto de piscicultura caminha a passos lentos. Produtores de Pinhalão aguardam a finalização das obras do frigorífico para iniciar a escavação dos tanques

Publicado a 14 de agosto de 2014

(Da Folha de Londrina – 13.08.2014)

Fotos: César Augusto

O produtor Ramiro Ogando Vanzeli construiu tanques para produção dos alevinos que serão distribuídos aos piscicultores
Antiga estrutura usada por Ramiro em outra atividade também será adaptada para a piscicultura
O Complexo Industrial que inclui uma unidade de processamento e beneficiamento de pescado e uma fábrica de ração no município de Pinhalão já foi alvo de críticas e investigações do Tribunal de Contas da União. A reportagem da FOLHA esteve no local há alguns dias e na ocasião a obra estava parada, o andamento da instalação daquele que é visto pelo Ministério da Pesca como o maior projeto da interiorização da pesca no país está andando a passos lentos. A primeira previsão era que o frigorífico de peixes e a fábrica de ração iniciassem o funcionamento no mês de fevereiro deste ano. Houve um atraso na obra e a nova data teria sido estimada para agosto, mas de acordo com o prefeito de Pinhalão, Claudinei Benetti, a nova data para início de funcionamento está prevista para fevereiro do ano que vem. A obra está paralisada devido a investigações do Tribunal de Contas da União (TCU), e do Ministério da Pesca, sobre a aplicação de recursos na ordem de R$ 25 milhões, vindos deste Ministério. 

Conforme Eduardo Giaciani Carinta, proprietário de um frigorífico de peixes no interior de São Paulo e assessor do prefeito no assunto, o objetivo do projeto é envolver 85 cidades na implementação da cadeia de pescados no Brasil. “O peixe produzido será direcionado para uso na merenda escolar”, afirma. Após a separação do filé da tilápia, o restante do peixe será utilizado na produção de farinha e direcionado para a fábrica de ração, que também será construída no complexo.

Apesar de especialistas criticarem a área escolhida para implantação do frigorífico, Carinta afirma que a região de Pinhalão tem muitos cursos d’água, o que facilita a construção de tanques escavados. O prefeito destaca que a proximidade de municípios como Carlópolis e Ribeirão Claro favorecem Pinhalão. “Onde a obra é não interessa. Temos caminhões e estrutura para transportar o pescado. Quem apresentou o projeto foi Pinhalão e nós vamos produzir muito peixe”, destaca o prefeito. “Tudo acontece com incentivo, sem incentivo ninguém produz nada”, acrescenta Benetti.

O prefeito afirma que uma das metas do projeto é possibilitar uma nova fonte de renda para o pequeno produtor que tem água na propriedade. “Já temos 800 produtores cadastrados interessados em iniciar a criação de peixes. Estão todos esperando o término da construção do frigorífico para começar a construção dos tanques escavados”, aponta o prefeito. De acordo com ele, máquinas do Ministério da Agricultura serão utilizadas na escavação dos tanques nas propriedades. “O produtor vai custear apenas o combustível”, aponta.

De acordo com Benetti, a produção de peixes em alta escala conta com o apoio do governo do Paraná. “Conseguimos uma dispensa no Estado para construirmos tanques com até 20 mil metros de lâmina d’água sem a necessidade de licenciamento do IAP (Instituto Ambiental do Paraná)”, destaca. Ele acredita que a economia de Pinhalão já está mudando e vai apresentar melhorias após o início das atividades do frigorífico. “O impacto na economia do município já está ocorrendo, muitos empregos estão vindo e dentro de dois anos nós teremos retorno”, garante.

Michelle Aligleri
Reportagem Local

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Ibaiti terá complexo industrial hospitalar

Publicado a 13 de agosto de 2014

Investimento inicial previsto é de quase R$ 100 milhões, com a geração de pelo menos 1,3 mil empregos; empresas vêm do Rio de Janeiro e São Paulo

Pinheiro Moura/Divulgação
Localizado ao lado da BR-153, parque industrial terá área de 300 mil metros quadrados; obras de infraestrutura foram iniciadas
Ibaiti – O município de Ibaiti terá um complexo industrial especializado na fabricação de produtos hospitalares, alguns com tecnologia de última geração. São seis empresas do setor que vão se instalar na cidade, além de outras três de produtos veterinários e mais três de outros segmentos. Todas têm sedes atualmente nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

Juntas elas devem investir cerca de R$ 100 milhões nos dois primeiros anos e gerar 1.300 empregos diretos em uma primeira etapa. Os investimentos vão variar entre R$ 6 milhões a R$ 15 milhões por empreendimento. As empresas devem entrar em atividade daqui a um ano, em média.

Embora independentes e com mercados próprios, as empresas são parceiras por afinidade e decidiram mudar suas sedes para um lugar mais tranquilo, mais favorável em termos de logística e onde pudessem concentrar toda a produção. A região é considerada de fácil acesso aos principais centros consumidores e aos principais portos e aeroportos do País.

Os produtos fabricados em Ibaiti vão atender ao mercado nacional, além do mercado externo, que está na meta de algumas dessas empresas.

Recentemente, um grupo de investidores esteve em Ibaiti para visitar o local onde será instalado o parque industrial.

Entre as empresas que devem se instalar na cidade, está uma que produz um modelo de insuflador de gás carbônico médico, para atender o mercado internacional. Sediada em São Paulo há 30 anos, a empresa está trasnferindo a produção para Ibaiti. Segundo a sócia da empresa, Leila Maria Florência, o investimento inicial será na ordem de R$ 7 milhões, com a geração de 120 empregos diretos, número que poderá chegar a 300.

Leila informa ainda que a empresa prepara-se para o lançamento internacional de um equipamento de alta tecnologia que pode revolucionar o setor de cirurgias cardíacas. O lançamento deve acontecer no primeiro semestre de 2015, nos Estados Unidos.

Outra empresa vai trabalhar na fabricação de processadores com imagens, monitores cardíacos, respiradores e com a linha de esterilização. A empresa atualmente tem duas unidades, uma em Juiz de Fora (MG) e outra no Rio de Janeiro. A unidade que será transferida para Ibaiti é a do Rio de Janeiro. O investimento inicial previsto é de R$ 6 milhões.

AQUECEDOR SOLAR
Outro setor que se prepara para entrar na cidade é o da produção de aquecedores solares de tubos de vidro a vácuo. A fábrica será a primeira no Brasil neste tipo de produto. Segundo o empresário Fernando Ying, apesar da tecnologia existir há mais de 20 anos em outros países, no Brasil, a produção ainda ocorre apenas em aquecedores com placa. O empresário destaca que o aquecedor a vácuo é mais eficiente em regiões com temperaturas mais baixas, como é o caso do Sul do Brasil.

Ying informa que o investimento inicial será de R$ 10 milhões com a geração de 250 a 300 empregos diretos. A empresa espera entrar em atividade até meados do ano que vem, esperança que é compartilhada pelos outros empreendedores.

Os responsáveis pelos 12 empreendimentos devem participar de uma reunião com o governador Beto Richa (PSDB) em Curitiba no final deste mês.

Eli Araujo
Reportagem local

(Da Folha de Londrina – Norte Pioneiro – 06.08.2014)

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Jaboti: a capital paranaense dos morangos

Publicado a 13 de agosto de 2014

Com pelo menos 20% da população se dedicando à cultura dos morangos, Jaboti atinge produção anual de 4.600 toneladas da fruta

Fotos: César Augusto
A área de cultivo de morangos em Jaboti é de 100 hectares, com cerca de 5,5 milhões de plantas, distribuídos em 500 pequenas propriedades, com renda superando R$ 16 milhões por safra
A variedade de morangos mais cultivada em Jaboti é a Camino Real, os frutos são grandes, de cor vermelha intensa e bem doces
Quem não gosta de morangos? A fruta pequena e saborosa geralmente encanta as crianças pela sua beleza e dá um toque todo especial às sobremesas e saladas de frutas. Imagine então 4.600 toneladas de morangos! Esta é a safra anual estimada no município de Jaboti. Com tamanha produção, a cidade é a maior produtora de morangos do Estado, de acordo com dados da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), sendo responsável por 17% da produção anual desta fruta, seguida de São José dos Pinhais com 13% dos morangos paranaenses. 

Entre 20 e 25% dos 4.902 habitantes de Jaboti estão ligados direta ou indiretamente à produção do morango, isso faz da fruta a principal cultura no município que é essencialmente agrícola e também produz café, maracujá e leite. Com alta rentabilidade e grande produção em pequenas áreas o morango é a cultura ideal para os agricultores familiares, cerca de 300 famílias se dedicam a este cultivo. “Atualmente o município tem cerca de 5,5 milhões de pés de morangos que estão distribuídos em 500 pequenas propriedades e somam aproximadamente 100 hectares”, comenta o engenheiro agrônomo da Emater e secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente, Jean Pierre Correia Costa. De acordo com ele, uma planta produz cerca de 850 gramas de morangos por safra. “No total os agricultores de Jaboti produzem mais de 4.600 toneladas de morangos e a venda deste produto rende mais de R$ 16 milhões”, calcula.

Os morangos são embalados na própria lavoura em que são colhidos e como são altamente perecíveis, os frutos precisam ser escoados diariamente. A safra é distribuída e comercializada nos Ceasas dos municípios de Londrina, Maringá, Curitiba e Cascavel, além das cidades de Bauru e Presidente Prudente, no interior de São Paulo.

Com início no mês de março, a safra do morango segue até outubro, mas dependendo do manejo pode se estender até dezembro ou janeiro. O custo médio para o plantio de um hectare de morango é de cerca de R$ 94 mil e a produção desta área rende 46 mil quilos da fruta. “O preço da fruta varia durante a safra, mas se calcularmos um preço médio, a renda total do produtor pode chegar a R$ 160 mil”, afirma o secretário. No entanto, para alcançar esse patamar é preciso muita dedicação. Há 17 anos o agricultor Donizete Barbosa trabalha cerca de 15 horas por dia na lavoura para colher e cuidar das plantas.

Para cultivar morangos, Donizete arrendou uma área de 0,6 hectare onde tem 30 mil plantas e na hora da colheira ele garante que toda a família coloca a mão na massa. “No pico da safra é preciso contratar de duas a três pessoas para ajudar, mas a mão de obra está muito cara e difícil de encontrar”, comenta. Conforme o produtor, o maior desafio da cultura é conseguir comprar uma muda boa. “Dá para viver do morango, mas as mudas nacionais possuem qualidade inferior e adoecem com mais facilidade. As mudas importadas são muito caras, porém mais resistentes às pragas”, salienta.

Michelle Aligleri
Reportagem Local
Da Folha de Londrina (06.08.2014)

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IBAITI: a violência é inadmissível em qualquer circunstância, mesmo que eventual. Mas quando ela se torna o modo habitual de agir da pessoa – o sinal vermelho se acende! Providências precisam ser tomadas – de forma rigorosa contra agressores – para se prevenir tragédias. Infelizmente hj – a vítima foi a jovem Barbara Costa (foto) – pessoa dócil, que só tem feito amigos! Onde tanta agressividade vai parar?

Publicado a 12 de agosto de 2014

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LIBERDADE DE EXPRESSÃO: Suspensa decisão que mandava excluir de site publicações sobre promotor no ES

Publicado a 7 de agosto de 2014

Quarta-feira, 06 de agosto de 2014

STF:

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar para suspender decisão do juízo da 6ª Vara Cível de Vitória (ES) que determinou a exclusão do sítio eletrônico do jornal Século Diário de publicações relativas ao promotor de justiça Marcelo Barbosa de Castro Zenker e dos respectivos comentários, com pena de multa diária pelo descumprimento, e fixou critérios para novas publicações. A decisão monocrática, publicada no Diário da Justiça Eletrônico desta quarta-feira (6), se deu na Reclamação (RCL) 16434, ajuizada pelo jornalista Rogério Sarlo de Medeiros.

Na reclamação, Medeiros, de 77 anos de idade e 50 de profissão, sustenta que a determinação da Justiça do ES afronta a autoridade do acórdão do STF no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 130, que julgou a Lei de Imprensa incompatível com a Constituição Federal. Segundo o jornalista, a definição, pelo juízo, de critérios editoriais subjetivos para a veiculação de novas publicações configura “censura por via transversa e imposição de verdadeira mordaça”. Medeiros alega ainda que ele e os demais réus na ação movida pelo promotor contra o jornal estão sendo impedidos de exercer sua profissão com a cobrança da multa por descumprimento da tutela antecipada, que já ultrapassa R$ 400 mil.

“Espírito autoritário”

Ao conceder a liminar para suspender a proibição, a ministra Rosa Weber lembra que, ao impor a objetividade e impedir a veiculação de opinião pejorativa ou crítica desfavorável, a decisão de primeiro grau aniquilou a proteção à liberdade de imprensa, “reduzindo-a à liberdade de informar, que, se constitui uma de suas dimensões, em absoluto a esgota”. A ministra assinala que liberdade de imprensa e objetividade compulsória “são conceitos mutuamente excludentes”, e que a imprensa livre, por definição, “não tem compromisso com uma suposta neutralidade, e, no dia que eventualmente vier a tê-lo, já não será mais livre”.

A liminar destaca que é vedado ao Poder Público interferir na livre expressão jornalística ou “delinear as feições do seu conteúdo mediante a imposição de critérios que dizem respeito a escolhas de natureza eminentemente editorial dos veículos da imprensa”. Assim, a determinação de linha editorial a ser seguida por veículo de imprensa é “absolutamente incompatível com o regime do Estado Democrático de Direito”, opondo-se às garantias fixadas no artigo 220, parágrafos 2º e 6º, da Constituição, e reintroduzindo, “na prática dos tribunais, o espírito autoritário da Lei 5.250/1967 [Lei de Imprensa], de modo algum recepcionado pela Carta instauradora do presente regime democrático, conforme restou decidido ao julgamento da ADPF 130”.

Ao deferir liminar, a ministra Rosa Weber considerou suficientemente demonstrados o perigo na demora e a plausibilidade jurídica da tese defendida pelo jornalista. A fim de evitar dano irreparável, suspendeu os efeitos da decisão até o julgamento do mérito da RCL 16434.

- Leia a íntegra da decisão.

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Gaeco faz operação contra desvio de recursos públicos na Prefeitura de São Jerônimo da Serra PR. Ação é realizada em oito municípios do estado na manhã desta quarta (6). São cumpridos 48 mandados de busca e apreensão e ao menos 18 de prisão.

Publicado a 6 de agosto de 2014

(do G1 PR)

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realiza uma operação para combater o crime desvio de recursos públicos na Prefeitura de São Jerônimo da Serra, no norte do Paraná, desde a manhã desta quarta-feira (6). Ao todo, 18 mandados de prisão foram cumpridos, de acordo com o Gaeco.

Conforme o delegado Ernandes Cezar Alves, o crime era cometido através de licitações fraudulentas. Entre os investigados está o prefeito Adir dos Santos Leite (PSDB). Ele não tinha a prisão decretada na operação, mas foi detido após assumir a posse de três armas ilegais que estavam na casa dele. Dois filhos do prefeito tiveram o mandado de prisão decretado e também foram presos. Todos estavam na mesma casa. Os filhos tiveram as prisões decretadas por serem suspeitos de agirem em nome do prefeito, segundo o Gaeco.

A ação conta com 80 policiais e foi batizada de Sucupira. O Gaeco informou que as investigações começaram há cinco meses, após denúncias feitas ao Ministério Público (MP-PR). Entre os crimes que configuram a ação da quadrilha estão peculato, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, fraude a licitação e organização criminosa.

Mais de 50 mandados de busca e apreensão em residências, empresas e na sede da prefeitura são realizados. Entre os presos estão, além do prefeito e de seus dois filhos, secretários municipais, três vereadores, empresários e o responsável pelo setor de licitações da prefeitura, segundo o Gaeco. O G1 não conseguiu localizar o advogado do prefeito para falar sobre o caso.

Em nota divulgada, o MP informou inicialmente que foram expedidos 22 mandados de prisão, mas, segundo o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, o número correto é de 18 mandados. O texto também informou que, além de São Jerônimo da Serra, os mandados estão sendo cumpridos em Santa Cecília do Pavão, Maringá, São Sebastião da Amoreira, Fazenda Rio Grande, Pinhalão, Nova Santa Bárbara e Mandirituba.

Gaeco faz operação para combater o crime desvio de recursos públicos na Prefeitura de São Jerônimo da Serra (Foto: Wilson Kirsche/RPC TV)Gaeco faz operação para combater o crime desvio
de recursos públicos na Prefeitura de São Jerônimo
da Serra (Foto: Wilson Kirsche/RPC TV)

Esquema envolveria empresários e funcionários da prefeitura
Segundo o promotor Claudio Esteves, a suspeita é de que empresários locais eram cooptados por integrantes da prefeitura para emitirem notas frias de serviços que não eram efetivamente prestados ao município. “Essas notas eram utilizadas para acobertar um desvio de dinheiro público que acabava parando nas mãos dos envolvidos”, diz.

Esteves detalha ainda que há suspeita de fraude em licitações. “É um dos crimes que está sob investigação, tanto pelo direcionamento quanto pelo eventual superfaturamento. O que temos é que pessoas (os suspeitos) utilizavam os contratos que o município fazia com fornecedores para direcionar uma parte do que era adquirido para particulares. Isso era feito através de notas fiscais ou outros documentos que acobertavam esses desvios”, explica.

O promotor aponta que o prefeito é um dos suspeitos de chefiar o esquema. “A chefia dessa organização não está devidamente identificada. A família do prefeito está sob investigação justamente porque parece ser o núcleo do qual irradiam as ordens para  (as ações ilegais) que essas situações aconteçam. Estamos apurando exatamente isso”, diz Esteves.

Sobre a participação de vereadores no caso, as investigações apontam que os legisladores recebiam vantagens para fazer parte da base aliada do prefeito. “Há a suspeita de uma eventual corrupção praticada. É uma suspeita que precisa ser averiguada”, informa o promotor.

A suposta quantia desviada ainda não pode ser apurada, conforme Esteves. O promotor explicou que isso será feito após a análise do material apreendido durante a operação. “Dependemos da apreensão dos documentos e de uma auditoria muito severa nesses contratos e, sobretudo, na execução dos contratos com a prestação de serviços e dos insumos adquiridos pelo município”, afirma.

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Gaeco prende 8 acusados por fraudes em ações de pescadores do Paraná

Publicado a 6 de agosto de 2014

(doblogdajoice)

6 de agosto de 2014 

Oito pessoas foram presas ontem – entre elas um juiz, um escrivão e dois advogados – acusadas de montar um núcleo de fraudes milionárias dentro da 1.ª Vara Cível de Paranaguá, no Litoral do Paraná. Investigações da 1.ª Promotoria de Justiça Criminal de Paranaguá revelam que o esquema estaria funcionando desde 2003. A reportagem é da Gazeta do Povo. image
IMAGEM ALBARI ROSA/GAZETA
A fraude consistiria em arrecadar dinheiro com as custas processuais das ações de indenizações movidas pelos pescadores contra a Petrobras em decorrência de dois desastres ambientais ocorridos em 2001 no litoral do estado.
Foram presos preventivamente o juiz aposentado Hélio Tsutomu Arabori, o escrivão Ciro Antônio Taques, o advogado Marcos Gustavo Anderson. Com a prisão preventiva decretada, o serventuário da Justiça Arival Tramontin Ferreira Junior está foragido. Os quatro seriam os cabeças do esquema, liderado por Taques. Outras 12 pessoas acusadas de participar do esquema tiveram prisão temporária decretada ontem. Cinco delas foram detidas e sete estão foragidas. Ao grupo são imputados crimes de quadrilha, apropriação indébita, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A movimentação foi intensa ontem na sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Curitiba, que cumpriu os mandados de prisão. Além das prisões, 13 pessoas foram conduzidas coercitivamente para prestar depoimento. Os agentes do Gaeco cumpriram ainda nove mandados de busca e apreensão, nos quais apreenderam documentos e computadores e três armas de fogo.

Acusada de integrar o grupo, a advogada Cristiane Uliana não está entre as pessoas que tiveram a prisão decretada ontem porque ajudou nas investigações. Ela descreveu o esquema ao MP logo depois de a reportagem da Gazeta do Povo revelar que ela teria se apropriado indevidamente do valor das indenizações de 18 pescadores. Segundo as investigações, ela teria sido convidada a integrar o grupo em novembro de 2004, nas ações contra a empresa Cattalini Terminais Marítimos Ltda no acidente do navio Vicuña. Em 2005, passou a responder também por parte das ações contra a Petrobras.

De acordo com as investigações, o esquema teria sido criado inicialmente para que o núcleo arrecadasse dinheiro a partir do recebimento de custas processuais das ações ingressadas pelos pescadores contra a Petrobras. Os cabeças do grupo teriam cooptado advogados, que visitavam ilhas do litoral e recolhiam assinaturas em procurações de pescadores, estimulando-os a ingressar com ações de indenização. O presidente da Federação de Pescadores do Paraná, Edmir Manoel Ferreira, também teria aderido à quadrilha e convencido outros pescadores a entrar com pedidos de indenização. Ele é um dos suspeitos presos temporariamente.

Segundo a 1.ª Promotoria de Justiça Criminal de Paranaguá, três empresas teriam sido criadas para operacionalizar “as vantagens indevidas” e para lavar o dinheiro, obtido a partir do esquema. Por meio delas os valores seriam repassados ao núcleo central. Segundo as investigações, caberia a Cristiane fazer os cálculos da partilha dos valores auferidos com as custas processuais. Taques, o escrivão acusado de ser o líder do grupo, ficava com 32% da arrecadação. Arival, conhecido pelo sobrenome Junior, ficaria com outros 32%. Cristiane e o juiz Hélio Arabori ficariam com 18% cada um.

As investigações contam com interceptações telefônicas e de e-mail, com a quebra do sigilo bancário – todos autorizados pela Justiça – e com uma série de depoimentos dos investigados.

A Gazeta do Povo tentou manter contato com os acusados presos ontem, mas não conseguiu falar com todos. O jornal está aberto a ouvi-los, ou a seus representantes, para dar sua versão sobre as acusações.

Esquema teria iniciado em 2003

Dois acidentes ambientais provocados pela Petrobras, em 2001, e outro envolvendo o navio chileno Vicuña, em 2004, teriam desencadeado as fraudes investigadas na 1.ª Vara Cível de Paranaguá. Para o Ministério Público, o esquema começou em 2003. As investigações traçam uma cronologia dos acontecimentos.

Entre 2003 e 2004, o escrivão Ciro Antônio Taques teria mandado o advogado Maximilian Zerek e Arival Tramontin Ferreira Junior (funcionário da Vara Cível e seu cunhado à época) percorressem o litoral do Paraná para colher assinaturas em procurações e contratos advocatícios para viabilizar ações de indenização a pescadores afetados pelos acidentes. Taques teria pago de R$ 8 a R$ 9 para cada procuração assinada.

A intenção de Taques seria receber valores decorrentes das custas processuais decorrentes das ações propostas contra a Petrobras, em relação ao vazamento de óleo do Poliduto Olapa. Haveria um acerto com o chefe do Cartório Distribuidor para o direcionamento dessas ações de indenização à 1.ª Vara Cível. A remuneração daqueles que participavam do esquema montado pelo escrivão seria paga com o dinheiro das custas processuais. Após a assinatura de procurações e honorários contratuais, de janeiro a setembro de 2004 foram ajuizadas milhares de ações em relação ao Poliduto Olapa e ao Navio Norma.

Pela investigações, os processos teriam ficado parados no Cartório da 1.ª Vara Cível até o acidente com o Navio Vicuña, em 2004, quando foi colocado a “mão na massa”. Para esse caso teria sido montada a mesma estrutura, com a participação do presidente da Colônia de Pescadores, Edmir Manoel Ferreira, e do advogado Maximilian Zerek para a captação de pescadores. Assim, teriam sido obtidas em um primeiro momento 2.340 procurações em relação ao acidente do Vicuña.

Em dezembro de 2004, Maximilian teria saído do esquema por não receber de Taques os valores combinados. As ações foram substabelecidas para outro advogado. Cristiane Uliana teria sido convidada a integrar o grupo nas ações contra a empresa Cattalini Terminais Marítimos Ltda, sobre o acidente do Vicuña. No ano seguinte ela assumiu parte das ações contra a Petrobras.

Em 2005, o juiz Hélio Arabori teria pressionado para entrar na partilha do dinheiro. Teria cabido a Cristiane fazer os cálculos sobre a participação de cada um no porcentual sobre os 30% dos honorários contratuais acordados com os pescadores nas ações contra a Petrobras. Os valores só passaram a ser recebidos em agosto de 2008, quando foi expedido o primeiro alvará de levantamento nas ações de indenização contra a Petrobras.

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Eleições 2014: Candidatos a Governador do Paraná. Eleitorado PR 2014- TSE: 7.865.950

Publicado a 4 de agosto de 2014

Estão listados os Candidatos ao Governo Estadual do PR:

Bernardo PilottoBernardo Pilotto 

PSOL / PR

Bernardo Pilotto é candidato ao cargo de Governador do Paraná pelo PSOL. Natural da capital paranaense de Curitiba, Bernardo Seixas Pilotto? nasceu em 1984, é formado em Ciências Sociais.

Beto RichaBeto Richa 

PSDB / PR

Beto Richa é candidato à reeleição ao cargo de Governador do Paraná pelo PSDB. Nascido no município paranaense de Londrina em 1965, Carlos Alberto Richa é formado em Engenharia Civil.

Geonisio MarinhoGeonisio Marinho 

PRTB / PR

Geonisio Marinho é candidato ao cargo de Governador do Paraná pelo PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro). Natural de Pr-Curitiba, Geonisio Marinho tem 56 anos. Economista.

Gleisi HoffmannGleisi Hoffmann 

PT / PR

Gleisi Hoffmann é candidata pelo PT ao cargo de Governadora do Paraná. Filiada desde 1989 ao PT, Gleisi Helena Hoffmann nasceu em Curitiba, no Paraná, em 1965. Formada em Direito.

Ogier BuchiOgier Buchi 

PRP / PR

Ogier Buchi é candidato ao cargo de Governador do Paraná pelo PRP (Partido Republicano Progressista). Natural de Pr-Curitiba, Ogier Buchi tem 62 anos. Formado em Direito.

RequiaoRequiao 

PMDB / PR

Requião é candidato ao cargo de Governador do Paraná pelo PMDB. Natural da capital paranaense de Curitiba, Roberto Requião de Mello e Silva nasceu em 1941, é formado em Direito.

Rodrigo TomaziniRodrigo Tomazini 

PSTU / PR

Rodrigo Tomazini é candidato ao cargo de Governador do Paraná pelo PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado). Natural de Sp-Botucatu, Rodrigo Tomazini tem 36 anos. Servidor Público Estadual.

Tulio BandeiraTulio Bandeira 

PTC / PR

Tulio Bandeira é candidato ao cargo de Governador do Paraná pelo PTC (Partido Trabalhista Cristão). Natural de Pr-Santo Antonio do Suldoeste, Tulio Bandeira tem 41 anos. Advogado.

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Eleições 2014. As eleições ocorrerão nos 26 Estados e no DF. Eleitores inscritos no Brasil TSE/2014: 142.822.046. Eleitores PR: 7.865.950

Publicado a 4 de agosto de 2014

O 1º turno das eleições irá ocorrer no dia 5 de outubro e o
2º turno no dia 26 de outubro de 2014.

O pleito vai eleger o presidente e vice-presidente da República, deputados federais, senadores, governadores e vice-governadores, deputados estaduais; o governador e vice-governador do Distrito Federal e os deputados do Distrito Federal.

Candidatos a Presidente

Estão listados todos os Candidatos à Presidência 2014:

Aécio NevesAécio Neves 

PSDB

Aécio Neves é candidato ao cargo de Presidente da República pelo PSDB. Natural da capital mineira de Belo Horizonte, Aécio Neves da cunha nasceu em 1960 e é formado em Economia.

DilmaDilma 

PT

Dilma é candidata à reeleição ao cargo de Presidente da República pelo PT. Nascida na capital mineira de Belo Horizonte em 1947, Dilma Vana Rousseff é formada em Ciências Econômicas.

Eduardo CamposEduardo Campos 

PSB

Eduardo Campos é candidato ao cargo de Presidente da República pelo PSB. Natural da capital pernambucana de Recife, Eduardo Henrique Accioly Campos nasceu em 1965 e é formado em Economia.

Eduardo JorgeEduardo Jorge 

PV

Eduardo Jorge é candidato à Presidência da República pelo PV. Natural de Salvador, capital da Bahia, Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho nasceu em 1949, é formado em Medicina.

EymaelEymael 

PSDC

Eymael é candidato ao cargo de Presidente da República pelo PSDC (Partido Social Democrata Cristão). Natural de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, José Maria Eymael nasceu em 1939 e é formado em Direito.

Levy FidelixLevy Fidelix 

PRTB

Levy Fidelix é candidato ao cargo de Presidente da República pelo PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro). Nascido no município mineiro de Mutum em 1951. É Jornalista.

Luciana GenroLuciana Genro 

PSOL

Luciana Genro é candidata ao cargo de Presidente da República pelo PSOL. Natural de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, Luciana Krebs Genro nasceu em 1971, é formada em Direito.

Mauro IasiMauro Iasi 

PCB

Mauro Iasi é candidato ao cargo de Presidente da República pelo PCB (Partido Comunista Brasileiro). Natura da capital paulistana de São Paulo, Mauro Luís Iasi nasceu em 1960, é formado em História.

Pastor EveraldoPastor Everaldo 

PSC

Everaldo Pereira é candidato ao cargo de Presidente da República pelo PSC (Partido Social Cristão). Vice-presidente nacional do PSC, Everaldo Dias Pereira nasceu em 1956, é formado em Ciências Atuariais.

Rui Costa PimentaRui Costa Pimenta 

PCO

Rui Costa Pimenta é candidato ao cargo de Presidente da República pelo PCO (Partido da Causa Operária). Nascido na capital paulista de São Paulo em 1957, Rui Costa Pimenta é formado em Jornalismo.

Zé MariaZé Maria 

PSTU

Zé Maria é candidato ao cargo de Presidente da República pelo PSTU. Natural do município de Santa Albertina, em São Paulo, José Maria de Almeida nasceu em 1957 e é metalúrgico.

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